Automação virou sinônimo de eficiência, e isso criou um efeito colateral: muita gente automatiza o que é fácil de automatizar, não o que dói.
Nem toda tarefa repetitiva merece automação
Uma tarefa que consome dez minutos por semana e quase nunca muda pode custar semanas de desenvolvimento e manutenção contínua. O ganho não paga o custo.
O critério que usamos é simples: frequência multiplicada por tempo gasto, dividido pela estabilidade do processo. Processo que muda toda hora não deve ser automatizado ainda — deve ser estabilizado primeiro.
Comece pelo que trava outras pessoas
A automação mais valiosa costuma não ser a que economiza mais minutos, e sim a que remove uma fila. Quando uma etapa manual segura o trabalho de outras cinco pessoas, o ganho real é muito maior do que o tempo daquela etapa.
Automatize o gargalo, não a tarefa mais chata.
É por isso que insistimos no diagnóstico antes da construção. Sem enxergar o fluxo inteiro, a escolha do que automatizar vira palpite.
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